Saltar para o conteúdo

Quando trocar a bateria do telemóvel

Toptech · 8 de Setembro de 2026 · 10 min de leitura
Bateria de iPhone pousada numa bancada de reparação, ao lado de um iPhone com o vidro partido e ferramentas de desmontagem

Vinte e tal por cento e o telemóvel desliga-se. Carregas, chega aos 100% em meia hora e ao almoço está outra vez a pedir tomada. Fica quente na algibeira sem estares a fazer nada de especial. A tentação é pôr a culpa no aparelho, que já tem uns anos, e começar a olhar para os novos.

Na maior parte destes casos o telemóvel está bom. O que envelheceu foi a bateria, uma peça de desgaste como os pneus de um carro, e troca-se numa hora. Convém é ler os sinais a tempo, ver o número certo nas definições e perceber em que altura deixa de valer a pena reparar. E há uma situação, só uma, em que deves parar de usar o aparelho nesse instante.

Os sinais de que a bateria está no fim

Uma bateria de lítio raramente morre de repente. Vai dando avisos, e quase todos aparecem antes de a saúde chegar aos 80%.

  • Desliga-se com carga. Marca 20% ou 30%, abres a câmara ou o GPS, e apaga-se. Ligas à tomada e acorda com a mesma percentagem. A bateria já não aguenta o pico de consumo.
  • A percentagem dá saltos. De 60 para 35 em dez minutos, depois fica meia hora parada. O medidor perdeu a referência porque a capacidade real já é outra.
  • Carrega depressa e esvazia depressa. Uma bateria mais pequena enche mais depressa. Parece boa notícia e é o contrário.
  • Aquece sem motivo. Quente a carregar, quente a ver vídeos, quente parado na algibeira.
  • Morre no frio. Na rua, em janeiro, desliga-se aos 40% e em casa volta ao normal. Com o frio, uma bateria gasta perde tensão muito antes de uma nova.
  • Ficou lento. No iPhone o próprio sistema abranda o processador quando a bateria deixa de aguentar os picos, e avisa-te nas definições. Em Android o aviso costuma ser reiniciar-se sozinho a meio de um jogo ou da câmara.

Um sinal só, num dia mau, não diz nada. Dois ou três a repetirem-se numa semana dizem tudo.

Como ver a saúde da bateria no iPhone

Vai a Definições, Bateria, Estado da bateria. A linha que interessa chama-se Capacidade máxima e compara a bateria de agora com a que saiu da fábrica. Aos 100% tens a autonomia do primeiro dia. Aos 85% já se nota ao fim da tarde. Quando desce dos 80%, o próprio iPhone escreve que a bateria se degradou de forma significativa e recomenda assistência.

A Apple desenha as baterias do iPhone 14 e anteriores para chegarem aos 500 ciclos completos de carga ainda com 80% da capacidade. Do iPhone 15 em diante o número passou para 1000 ciclos. Um ciclo é uma carga de 0 a 100, ou duas de 50 a 100. Quem carrega todas as noites faz perto de 300 ciclos por ano, o que dá menos de dois anos num iPhone antigo e o dobro num recente, em condições ideais. Com verões dentro do carro e noites debaixo da almofada, dá menos.

Do iPhone 15 para cima vês também a contagem de ciclos na mesma página. Nos modelos anteriores não aparece, mas a percentagem chega para decidir.

iPhone 14 recondicionado em azul, um dos modelos cuja bateria a Apple prevê chegar aos 500 ciclos com 80% de capacidade

Quando a bateria foi trocada fora da Apple, o iPhone pode mostrar nesta página um aviso de peça desconhecida e, nalgumas versões do iOS, esconder a percentagem. O telemóvel funciona na mesma. É só o sistema a dizer que não consegue confirmar a origem da peça, e nada mais.

E no Android

Aqui depende da marca, e cada uma guarda o número num sítio diferente.

  • Samsung. Nos Galaxy recentes está em Definições, Bateria, Informações da bateria. Em qualquer Galaxy dos últimos anos podes usar a app Samsung Members, em Suporte, Diagnóstico, Estado da bateria. O resultado vem como Normal, Fraco ou Mau, e Fraco já é motivo para pensar na troca.
  • Google Pixel. Definições, Bateria, Estado da bateria. Do Pixel 8a em diante mostra a capacidade em percentagem, como o iPhone. Nos Pixel mais antigos a percentagem não está disponível.
  • Xiaomi, Oppo, Motorola e as restantes. Algumas mostram o estado em Definições, Bateria, outras não mostram nada. Uma app como a AccuBattery estima a capacidade real ao fim de alguns carregamentos e serve para a maioria dos casos. Ou trazes o telemóvel à loja e fazemos o diagnóstico no momento, sem custo.

O teste caseiro nunca falha. Carrega a 100%, usa o telemóvel como num dia normal e vê a que horas passa dos 20%. Chegava à noite e agora fica pelo meio da tarde? A resposta está dada, seja qual for o número no ecrã.

Samsung Galaxy A53 5G recondicionado em preto, visto de frente e de trás

Porque é que uma bateria se gasta

Dentro de uma bateria de lítio há iões a atravessar de um lado para o outro a cada carga e descarga. Cada viagem deixa um pouco de material preso pelo caminho, e a capacidade encolhe um bocadinho. É química. Acontece a todas e ninguém a trava. Trava-se a velocidade a que acontece, e os dois inimigos são o calor e os ciclos completos. Sobre watts, cabos e o mito do carregamento rápido já escrevemos o guia dos carregadores e cabos, e a conclusão é que a velocidade em si estraga pouco.

Duas coisas que se continuam a fazer e que não ajudam. Descarregar até zero de propósito para “calibrar” acerta a leitura do medidor durante uns dias e não devolve capacidade nenhuma, porque a que se perdeu não volta. E deixar o telemóvel a carregar a noite inteira debaixo da almofada junta as duas piores condições ao mesmo tempo, 100% durante horas e calor sem saída.

Num iPhone 15 ou mais recente, o limite de carregamento a 80%, na mesma página do estado da bateria, é das poucas definições que prolongam mesmo a vida da bateria. Perdes um pouco de autonomia por dia e ganhas meses no fim.

Bateria inchada. Para tudo

Há uma exceção à regra de esperar para ver. O ecrã começou a levantar num canto, a tampa de trás abriu uma frincha, o telemóvel já não assenta direito na mesa. A bateria inchou. É gás a formar-se dentro da célula e a empurrar tudo o que está à volta. Ao balcão confirma-se com a unha, que entra na frincha entre o ecrã e o aro onde antes não cabia.

A partir daqui não se carrega, não se aperta, não se fura e não se deixa ao sol. Desliga-o, guarda-o num sítio fresco e traz-nos o aparelho. A célula antiga sai e segue para reciclagem, nunca para o lixo comum. É a única situação em que trocar a bateria deixa de ser uma escolha.

Trocar a bateria ou trocar de telemóvel?

A regra ao balcão é curta. Se o resto do telemóvel te serve, troca-se a bateria. Custa uma fração de qualquer telemóvel e devolve a autonomia do primeiro dia. Connosco o diagnóstico é gratuito, a troca em si demora 30 a 60 minutos na maior parte dos modelos, e a reparação leva 12 meses de garantia sobre o mesmo problema. Podes deixar o equipamento na loja em Barcelos, terça a sábado entre as 16h e as 20h, sem marcação, ou enviá-lo por CTT depois de falares connosco.

A conta muda em três situações. O telemóvel já não recebe atualizações e a bateria seria a segunda ou terceira reparação. Há mais do que uma avaria ao mesmo tempo, bateria e ecrã, ou bateria e conector. Ou o aparelho é tão antigo que o valor da peça se aproxima do de um recondicionado com garantia. Nesses casos o guia sobre reparar ou comprar outro telemóvel ajuda a fazer as contas com calma.

Situação O que fazer
Saúde acima de 85%, autonomia normal Nada, está boa
Saúde 80% a 85%, chega ao fim do dia à justa Podes esperar, muda hábitos
Abaixo de 80%, ou desliga-se com carga Trocar a bateria
Bateria inchada Trocar já, sem carregar
Bateria gasta e mais uma avaria Fazer contas, ver o guia
Bateria gasta num modelo sem atualizações Pensar num recondicionado

Portáteis, consolas e relógios também têm prazo

Num portátil com Windows abre a linha de comandos e escreve powercfg /batteryreport. O relatório compara a capacidade de fábrica com a capacidade atual, e a divisão entre as duas é a saúde da bateria. Num MacBook está em Definições do Sistema, Bateria, e a contagem de ciclos em Informações do Sistema. Abaixo dos 80%, ou quando aparece Assistência recomendada, a conta é a mesma dos telemóveis.

Nos portáteis o sinal de bateria inchada é outro. O trackpad deixa de fazer clique, porque a célula está por baixo e empurra-o para cima, e a tampa inferior deixa de assentar. Antes de dares o trackpad por avariado, olha para a bateria.

Portátil Lenovo ThinkPad P14s recondicionado aberto, com o Windows no ecrã

Consolas portáteis, comandos e smartwatches levam baterias mais pequenas e gastam-nas mais depressa, porque cada carga é um ciclo inteiro. Um relógio que já não passa de um dia está a pedir o mesmo que o telemóvel. Reparamos telemóveis, portáteis, tablets, consolas e relógios, e o diagnóstico é sempre gratuito.

Perguntas frequentes

A partir de que percentagem devo trocar a bateria?

Abaixo dos 80% é a referência da própria Apple e da maioria dos fabricantes. Entre 80% e 85% depende de como usas o telemóvel. Com o aparelho a desligar-se com carga, ou inchado, a percentagem deixa de interessar.

Quanto tempo demora a trocar a bateria de um telemóvel?

A troca em si demora 30 a 60 minutos na maior parte dos modelos. Equipamentos colados ou com a bateria por baixo da placa levam mais tempo. No diagnóstico dizemos-te quanto demora e combinamos quando podes levantar.

Trocar a bateria apaga os meus dados?

Não. A troca é mecânica e não toca no armazenamento. Mesmo assim faz uma cópia de segurança antes de entregar qualquer equipamento, por princípio.

A bateria de um recondicionado vem gasta?

Nos nossos recondicionados a bateria sai entre 95% e 100% de saúde em qualquer grade. Quando descer com os anos, troca-se, e durante os 5 anos de garantia continuas a ter o nosso apoio.

Em resumo

Desliga-se com carga, dá saltos na percentagem ou marca menos de 80% nas definições, e a bateria está no fim. Com o resto do telemóvel a servir-te, a troca demora uma hora e dá-te anos. Uma bateria inchada não espera, para de o usar e traz-o. E quando a bateria é só a primeira de várias avarias, faz contas antes de gastar.

Fala connosco na página de reparações ou passa pela loja em Barcelos. E se a decisão for mudar de telemóvel, os nossos recondicionados com 5 anos de garantia chegam com a bateria entre 95% e 100% de saúde, verificada um a um.

Precisa de ajuda para escolher?

Veja os nossos recondicionados com garantia de 5 anos ou fale connosco.

Ver recondicionados