O ecrã partiu no parque de estacionamento. Ou a bateria, que antes chegava à noite, agora está morta à hora de almoço. Vem sempre a mesma pergunta a seguir, e é a que mais nos fazem ao balcão. Mando arranjar ou aproveito e compro outro?
Não há resposta única. Há uma conta. E essa conta muda conforme a idade do aparelho, o tipo de avaria e o que o telemóvel vale hoje, que raramente é o que custou.
A conta que resolve quase todos os casos
Compare o orçamento da reparação com o preço de um telemóvel equivalente em bom estado. Abaixo de metade, repare. Acima de metade, a reparação raramente compensa, e é isso que lhe dizemos ao balcão. Perto da fronteira, olhe para a idade e para o histórico.
Um ecrã de 90 euros num telemóvel que hoje vale 400 é dinheiro bem gasto. Recupera o aparelho inteiro por menos de um quarto do preço. O mesmo ecrã de 90 euros num telemóvel que hoje vale 110 é dinheiro atirado fora, e dizemos-lhe isso com franqueza em vez de aceitar o trabalho.
A regra leva duas correções. A idade conta, porque um aparelho com mais de cinco anos deixa de receber atualizações de segurança e as peças começam a escassear. O histórico conta ainda mais. Se é a terceira avaria em dois anos, o problema já não é a peça que partiu.
Quanto custa reparar, na prática
O diagnóstico é gratuito quando não é preciso abrir o equipamento. Se for preciso abrir, custa 14,99 euros, que são descontados se avançar com a reparação. Vemos o que se passa, damos o orçamento e só avançamos depois de dizer que sim.
Para dar enquadramento aos números, um ecrã de iPhone anda entre os 49 e os 199 euros. Modelos antigos ficam na base da escala. Painéis OLED grandes e recentes ficam no topo. Baterias e conectores são quase sempre mais baratos do que ecrãs.
O prazo fica dito no diagnóstico, antes de começarmos. Nas reparações com peça conta a partir da chegada da peça, e o trabalho de placa leva dois a três dias úteis. Tudo o que sai da oficina leva garantia. As peças novas têm a garantia legal de 3 anos e a mão de obra tem 12 meses. Pode entregar o equipamento na loja em Barcelos, de terça a sábado das 16:00h às 20:00h, ou enviá-lo por CTT de qualquer ponto do país, depois de falar connosco.
Quanto custa a alternativa
O outro prato da balança é substituir. E a comparação honesta não é contra um topo de gama novo, é contra um recondicionado, que compra a mesma experiência por muito menos dinheiro.
Estes são exemplos reais do nosso catálogo em outubro de 2026. Os preços mudam com o stock, por isso confirme sempre na página dos recondicionados.
| Modelo | Estado | Preço aproximado |
|---|---|---|
| iPhone 12 mini 64GB | Marcas Mínimas | 180 € |
| iPhone 11 Pro 64GB | Marcas Mínimas | 200 € |
| Galaxy S22 5G 256GB | Como Novo | 310 € |
| iPhone 13 Pro 256GB | Como Novo | 410 € |
O estado indicado é apenas cosmético. O funcionamento é testado a 100% em qualquer um deles, a bateria sai com pelo menos 85% de saúde e a garantia é de 5 anos. Se essa parte não lhe é clara, explicámos tudo no artigo sobre as diferenças entre Grade A, B e C.
Quando compensa reparar
- Menos de quatro anos e ainda a receber atualizações.
- Avaria única e localizada. Ecrã, bateria, conector, botão, câmara.
- Orçamento abaixo de metade do valor de um equivalente em bom estado.
- Tem o telemóvel configurado como gosta e não lhe apetece migrar contas, aplicações e anos de fotografias.
- A memória interna ainda lhe chega, porque isso é a única coisa que nenhuma reparação resolve.
Há um caso que merece destaque à parte. Telemóvel com a bateria no fim e o resto impecável é reparação óbvia, quase sem exceções. É a peça mais barata de trocar e a que devolve mais anos de uso. Muita gente chega aqui convencida de que o telemóvel ficou lento, e o que está lento é a bateria.
Quando é melhor mudar
- A reparação passa de metade do valor de um equivalente.
- São várias avarias ao mesmo tempo, por exemplo ecrã e câmara e bateria.
- Apanhou água e a placa ficou afetada.
- Já não recebe atualizações de segurança do fabricante.
- Anda sempre sem espaço e a memória interna não sobe.
- Já foi à oficina duas ou três vezes nos últimos dois anos.
Nestes casos o dinheiro da reparação fica preso num aparelho que vai voltar. Rende mais num telemóvel recondicionado que arranca com 5 anos de garantia novos.
As três avarias que decidem tudo
Bateria
A mais fácil de decidir. Se dura menos de meio dia, se desliga de repente ainda com carga aparente, se aquece muito a carregar, está no fim. Peça barata, troca rápida, aparelho como era. Repare.
Ecrã
É aqui que a conta dos 50% manda. Gama média ou alta com dois ou três anos, trocar o ecrã compensa quase sempre. Gama de entrada com cinco anos, o ecrã custa mais do que o telemóvel vale.
Um pormenor que muita gente ignora. Um vidro estalado que não afeta o toque nem a imagem pode esperar, mas não deve esperar meses. Pelas fissuras entra pó e humidade, e o que era uma troca de vidro acaba a ser uma troca de painel.
Água
O cenário mais imprevisível dos três. Um telemóvel que apanhou líquido tanto pode ficar recuperado com uma limpeza de placa como voltar a falhar duas semanas depois, em pontos que ninguém consegue prever. Fazemos o diagnóstico e dizemos a verdade sobre a probabilidade. Se a placa estiver corroída, o seu dinheiro está melhor noutro aparelho.
Entretanto, duas coisas. Não ligue o telemóvel molhado para ver se ainda funciona, porque é assim que se queima o que ainda estava vivo. E esqueça o arroz, que não seca nada e ainda lhe enche os conectores de amido.
Tabela de decisão rápida
| Situação | Decisão |
|---|---|
| Só a bateria, resto bem | Reparar |
| Ecrã, telemóvel com 2 anos | Reparar |
| Ecrã, telemóvel com 6 anos | Substituir |
| Duas ou mais avarias | Substituir |
| Água, placa limpa | Reparar |
| Água, placa corroída | Substituir |
| Sem espaço, sem atualizações | Substituir |
Antes de entregar o telemóvel
Decidiu reparar? Faça cópia de segurança das fotografias e dos contactos antes de mais nada, porque nenhuma reparação é garantia absoluta contra perda de dados. Se o aparelho ainda liga, deixe-nos o código ou desative o bloqueio de ecrã, para podermos testar tudo antes de lho devolvermos. E escreva o que se passa e quando começou, que um sintoma bem descrito poupa meia hora de diagnóstico.
Decidiu substituir? O backup é o mesmo, e há um passo que muita gente esquece. Desative o iCloud ou a conta Google antes de se desfazer do aparelho antigo. Um telemóvel com conta ativa fica bloqueado para quem vier a seguir e perde quase todo o valor.
Perguntas frequentes
Reparar o ecrã tira a resistência à água?
Pode reduzir. As vedações vêm coladas de fábrica e qualquer abertura obriga a repor essa vedação. Fazemos esse trabalho com cuidado, mas um aparelho já aberto não deve ser tratado como se fosse selado de origem. Continue a fugir de piscinas.
Vale a pena reparar um telemóvel com mais de cinco anos?
Depende só do custo. Bateria barata num aparelho que faz tudo o que precisa, sim. Ecrã caro num aparelho que já não recebe atualizações, não.
Quanto tempo demora a reparação?
Dizemos o prazo real no diagnóstico, antes de começar. Nas reparações com peça, conta a partir da chegada da peça. Trabalho de placa ou equipamentos que apanharam água levam dois a três dias úteis.
O recondicionado é mesmo de confiança?
É, quando passa por inspeção a sério. Contámos o processo todo no artigo sobre se vale a pena comprar um telemóvel recondicionado, incluindo o que testamos antes de pôr um aparelho à venda.
Posso reparar agora e substituir mais tarde?
Pode, e muitas vezes é a melhor jogada. Uma bateria nova por pouco dinheiro compra-lhe seis meses ou um ano para escolher o próximo telemóvel com calma, em vez de decidir à pressa, com o aparelho morto na mão e a primeira promoção que aparecer.
Na dúvida, peça o orçamento primeiro
Reparar ganha com avaria única, aparelho recente e orçamento abaixo de metade. Substituir ganha com várias avarias, com a placa afetada ou com o fim das atualizações. Pelo meio, a conta dos 50% decide quase sempre.
Não tem de decidir sem ajuda. Diga-nos o modelo e o que se passa, peça o orçamento, e dizemos-lhe com franqueza se compensa arranjar. Se a conta não fechar, mostramos-lhe as alternativas nos recondicionados com 5 anos de garantia. E se já sabe que quer um iPhone, comece pelo guia de que iPhone recondicionado comprar.



